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Métricas: Para que servem

Afinal, métricas para que?

Imagine-se como dono de um shopping. Você sabe que em média 1000 pessoas visitam sua praça de alimentação por dia. Neste mês você tem uma loja fechada à espera de alguém para alugar e recebe duas propostas: Uma proposta de fast-food vindo de uma gigante do ramo e uma proposta de uma rede de comida caseira local.
Se o cliente entra em seu shopping e não consome nada, certamente ele não será contado nas estatísticas de consumo.  Se ele toma um sorvete, já dá para definir um padrão de comportamento.
Como tomar a decisão?
Analisar o perfil de consumo do seu cliente, vendo se ele compra mais em restaurantes do tipo fast-food ou se consome mais comida local. Levanta os hábitos dos clientes, confere concorrência, vê o impacto nos restaurantes já alocados e descobre qual a loja mais adequada a compor sua praça de alimentação.
A resposta está nas métricas.
Na internet algumas coisas são muito mais fáceis que em um ambiente real. Ao navegar pelo seu site o usuário deixa um monte de pistas que podem ser interpretadas gerando métricas a serem seguidas. Você sempre deve analisar como se comporta o usuário para definir o rumo a seguir com o conteúdo e inovações. A lógica virtual não é diferente do mundo real.
Várias empresas na internet ainda não acompanham os números de seus sites por desinteresse, falta de conhecimento, não acreditar que funcione ou até achar que está fora de seus orçamentos.
O que poucas pessoas sabem (excluo aqui as pessoas que trabalham diretamente com internet) é que coletar estas métricas na internet é gratuito e pode-se obter resultados em poucos dias. (Não. Não irei fazer propagandas de sites ou programas).
Tudo bem, mas o que vou medir? Para começar vou escolher 3 metricas legais (foram sugeridas por um amigo) que são: Comportamento, Atitude e Conversão.

Comportamento:

O que eles estão fazendo? Esta métrica pode indicar o que o “usuário faz em seu site” e é medida através de Page views, visitas, sites de referência, palavras usadas em buscas quando encontram seu site, tempo de visita,  hora da visita…
Com estes resultados dá para perceber o que é melhor aceito em seu site, conteúdos que seu público busca e alguns dados sobre como age seu publico no site. E a melhor forma de nortear o crescimento de seu site.

Atitude:

O que o cliente tem para falar? Esta é uma métrica voltada para pesquisa direta. Pode ser através de enquetes ou simplesmente perguntando a usuários conhecidos, que não se influenciariam com a pergunta e responderiam a verdade, sobre o que acham de seu site.

Conversão:

No caso do seu shopping, a conversão seria mais ou menos como um cliente consumir em um dos restaurantes. No seu site pode ser um cadastro e no caso do 15 Segundos é a pessoa comentar o post.
Resumindo bem este parâmetro, a conversão seria o usuário responder ao objetivo do site: no Google é fazer buscas e encontrar resultados, no Gmail se comunicar com outras pessoas…

Ok, mas é só isso? É sempre positivo? Devo somente ver os dados e decidir em cima disso? NÃO, CUIDADO COM ERROS.

Cuidado com a importância que se dá às métricas mais abrangentes:
Visitas no site, permanência, taxas de rejeição… Tudo deve ser analisado a fundo e dentro de um contexto.

Ex: Estávamos discutindo sobre um indicador do 15 Segundos que é a alta taxa de rejeição por parte do usuário apontado pelo sistema que usamos para contabilizar as métricas. Percebemos que o tal sistema calcula a taxa de rejeição através da navegação. Assim, se você lê a página principal do site e não clica em nada (lê somente o post novo) você entra nas estatísticas de rejeição, que seria como nem tivesse sido impactado com o conteúdo.
Números são sempre questionáveis.

Identifique o que suas ações causam no usuário:
Se você trocou uma seção de lugar, aumentou algum conteúdo, alterou a forma de navegação… Verifique como seus usuários foram aferatados. Se fez uma ação publicitária, confira os resultados da mesma. Não adianta mudar, gerar ações ou investir se elas não trazem retorno ao seu site. Diferencie uma ação da outra. Defina parâmetros.

Para finalizar, fica um diagrama legal:
Medir -> Analizar -> Melhorar -> Medir…

Eu ser sem sentido

Hum? O quê? Eu ser sem sentido? O que isso significa?

Pois é. Isso mesmo que você está lendo é o que vivemos em determinados momentos na nossa vida de desenvolvimento para internet. As coisas são têm elo, são verdadeiramente sem sentido.

Assim como na gramática de qualquer idioma, a internet exige que trabalhemos com elementos que façam sentido, que sejam aplicados em seus exatos lugares. Imagina se colocássemos verbos em tempos incorretos, sujeito e predicado fora de lugar? Iria ser uma substancial confusão, não seria?

Pois é, para a internet, as coisas são quase assim. A diferença é que no ambiente digital, o que é visualizado nos navegadores não tem elo com o que é gerado por trás daquilo (em miúdos, podemos estar vendo a estrutura visual do site de forma interessante, mas o HTML gerado para aquilo é uma verdadeira porcaria).

Muitos desenvolvedores têm a filosofia de que, apareceu bacana, funcionou. Meros iludidos. É importante que tudo tenha sentido, que elementos de marcação de parágrafo sejam usados para apresentação de parágrafos, de que marcações de estruturas serão elementos de estrutura.

É preciso de que tomemos esta filosofia para o desenvolvimento web como uma das premissas de nosso trabalho. O ganho é enorme. Uma marcação elaborada corretamente, ajuda demais na indexação pelos robôs de busca, auxilia à idéia da acessibilidade (ou seja, usuários com deficiência visual terão muito mais facilidade de navegar em seu site), o ganho de performance, por consequência é considerável e, enfim, a internet será muito mais bonita! rsrs

Portanto galera do desenvolvimento, vamos tentar fazer sentido a tudo que fizermos?

Sneão via cehgar a ohra qeu ndaa fráa snetdio.

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